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Cronologia

 

 

Obras digitalizadas sobre D. Nuno Álvares Pereira


Na Canonização de D. Nuno Álvares Pereira

MOSTRA BIBLIOGRÁFICA | 24 de Abril a 13 de Maio | Entrada livre

 

st_contestavel_thumbA Biblioteca Nacional de Portugal evoca D. Nuno Álvares Pereira – S. Nuno de Santa Maria para a Igreja Católica –, com  uma mostra biblio-iconográfica por ocasião da cerimónia da sua canonização, que se realiza no Vaticano, a 26 de Abril.


Seleccionaram-se espécies bibliográficas e iconográficas a documentar a sua vida, centrada na guerra contra Castela – determinante para a manutenção da independência de Portugal e cujo ponto alto foi Aljubarrota – e pelo claustro, que abraçou no Carmo. Figura ímpar, sucessivamente interpretada nas letras e nas artes (na crónica, na gravura, na epopeia e no romance histórico…) emerge, significativamente, em tempos difíceis, como nas páginas densas de Oliveira Martins em finais de Oitocentos, na empenhada Cruzada Nun’Álvares nos alvores do Estado Novo ou, repetidamente, pela rara sensibilidade de Augusto Casimiro.


Suportada pela mais recente cronologia, contemplando o percurso da canonização, a mostra pretende retratar, através de uma selecção dos ricos fundos condestabrianos da BNP, aquele que foi, no dizer do infante D. Pedro, «norma de príncipes, exemplo de senhores e espelho de anacoretas».


Exímio e exigente líder militar, combatendo sempre em inferioridade numérica, invencível na arte da guerra e na firmeza e coerência das suas convicções - que arrastavam príncipes e plebeus - consegue consolidar o trono de Avis, participar na empresa de conquista de Ceuta e assegurar uma significativa parcela dos bens que viriam a integrar a futura Casa de Bragança.


Poderoso em terras, privilégios e honrarias, mas avesso às intrigas de corte e muito esmoler, termina a sua carreira no Convento do Carmo como “Monge Bem-Aventurado, desprezando as pompas” (epitáfio da sepultura). Tornou-se particularmente grato ao povo de Lisboa e arredores, merecendo-lhe romarias, festejos e cantares. Tema recorrente da literatura infanto-juvenil, trabalhado por Jaime Cortesão, em edição da Portugália com a Crónica para os pequenos portugueses (1965); da numerosa iconografia inventariada por Xavier Coutinho, em edição do Instituto de Alta Cultura (1971); dos estudiosos e críticos das suas crónicas centenárias, de que se destaca Almeida Calado em edição da Universidade de Coimbra (1991) e, enfim, da sua espiritualidade, com O Galaaz do Carmelo de Pinharanda Gomes, em edição da Associação dos Arqueólogos Portugueses (1989).


A mostra é enriquecida com dois quadros seiscentistas, pertencentes à colecção da BNP, que representam D. Nuno Álvares Pereira na condição de religioso carmelita (Frei Nuno de Santa Maria).


Estas iniciativas destinam-se a honrar a memória daquele que, para muitos portugueses, já era considerado o Santo Condestável.