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200 anos de liberalismo em Portugal
O Sinédrio: conspiração maçónica

MOSTRA | 19 jun. - 7 set. ’18  | Sala de Referência | Entrada livre

Depois do grande turbilhão universal da Revolução Francesa e das guerras napoleónicas que atravessaram toda a Europa, a chamada Paz de Viena de 1814-1815 volveu o Velho Continente ao estado monárquico e absolutista: não obstante as resistências liberais, as revoltas e os movimentos conspirativos, tanto no Velho como no Novo Mundo, a Santa Aliança dos estados absolutistas do continente europeu, a que Portugal aderiu em dezembro de 1817, na sequência do Congresso de Viena, obstinou-se em reprimir coligadamente qualquer mudança.

Em Portugal, a permanência de tropas inglesas no território do Continente, mesmo depois da definitiva derrota de Napoleão na batalha de Waterloo em 18 de junho de 1815, enquanto a Corte permanecia desde 1808 no Brasil e este era elevado à categoria de Reino em dezembro de 1815, o movimento liberal assumiu uma ação conspirativa, não obstante uma repressão cada vez mais violenta que teve o seu ponto máximo na condenação à forca do general Gomes Freire de Andrade e outros conspiradores em 18 de outubro de 1817.

No quadro ibérico, a que o movimento liberal português esteve particularmente atento, os levantamentos revolucionários de 1808 a 1810 que culminaram com a convocação de Cortes em Espanha, a aprovação da Constituição de 1812 e a entrega da coroa a Fernando VII, terminaram com a prisão e perseguição dos liberais espanhóis em 1814 logo que o rei assumiu o trono. Mas a Constituição de Cádis manteve o movimento liberal em estado de permanente erupção, nomeadamente a partir de janeiro de 1820 com revoltas liberais em toda a Espanha, especialmente na Galiza.

 

Formado no Porto, por iniciativa de Manuel Fernandes Tomás, José Ferreira Borges e José da Silva Carvalho, um agrupamento liberal de contornos maçónicos a que deram o nome de Sinédrio permitiu a preparação de uma revolução que tomou forma, ampliou o número dos conspiradores, estabeleceu contactos no exército português e ganhou força, tanto com o aparecimento de revoltas no Brasil (caso da revolta de Pernambuco) como com a revitalização do movimento liberal em Espanha, que ainda se estendeu a Itália.

No âmbito da comemoração bicentenária da Revolução de 1820, a Biblioteca Nacional de Portugal evoca a preparação do movimento revolucionário a partir de 1818, com a criação do Sinédrio que, em Portugal, deu início à conspiração vitoriosa em 24 de agosto de 1820 no Porto e em 15 de setembro em Lisboa. A mostra documental incorpora, no essencial, uma perspetiva de representação da história, dos principais acontecimento e mais relevantes figuras, através da iconografia da época existente nas nossas coleções.

 

 

Cabeçalho: Alvará régio proibindo as sociedades secretas. 1818.