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Biblioteca Nacional de Portugal

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2.ª - 6.ª 09h30 - 19h30

sáb.  09h30 - 17h30

 

 

Folha de sala

 

Cartaz / Convite

 

Visitas guiadas

por João Alves Dias

 

5 abr. | 18h00
17 abr. | 17h00
26 abr. | 18h00
8 maio | 17h00

29 maio | 17h00

 

 

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Apoios:

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Letra perfeita e clara que se pode ler sem óculos
Nos 550 anos da mort
e de Gutenberg

EXPOSIÇÃO | 20 mar. - 2 jun. '18 | Sala de Exposições - Piso 3 | Entrada livre

A 3 de fevereiro de 1468 morreu em Mainz, cidade do Sacro Império (hoje território da Alemanha), Johann Gutenberg. Sobre essa data passaram – no dia 14 de fevereiro (segundo o sistema atual de datação) – 550 anos.

Gutenberg fica para a história como o homem que inventa a tipografia; invento esse que alicerça o conhecimento e impulsiona o caminho da modernidade. A escrita produzida com tipos apresenta-se limpa, com letras bem desenhadas e com bastante legibilidade.

A Biblioteca Nacional de Portugal conserva na sua coleção um exemplar da Bíblia que saiu dos seus prelos, em Mainz, antes de 1456. Um livro com esta envergadura demorava, na época, mais de um ano a ser composto.

Em torno dessa obra produziu-se uma exposição evocativa do progresso e avanço da tipografia na Europa até ao seu estabelecimento em Portugal, comissariada por João Alves Dias.

Por norma, numa carta ou num diário, escreve-se sobre aquilo que se vê, se vive, ou se pensa, escolhido de entre o que de mais extraordinário nos acontece e não tanto sobre o quotidiano banal, porque esse, pela sua constância, quase não se regista. Assim aconteceu em 1455, numa carta que o bispo italiano Enea Silvio Piccolomini (Aeneas Silvius Piccolomini), futuro Papa Pio II, escreveu, a 12 março, ao cardeal Juan Carvajal. Nela o Bispo diz que se encontrou, na Feira de Frankfurt, com um homem maravilhoso que tinha consigo não a Bíblia completa mas alguns dos seus livros, numa escrita perfeita e clara, que o destinatário poderia ler sem esforço e sem óculos . Conjugando esta informação com as notas manuscritas constantes nas últimas páginas de três volumes de uma Bíblia impressa  que se guarda na Biblioteca Nacional de França – nas quais se informa que o trabalho de se iluminar, rubricar e encadernar se acabou, na Igreja de Santo Estêvão (Stephanskirche), de Mainz, a 15 e a 24 de agosto de 1456 – é comummente aceite que esse «homem maravilhoso» seja Johann Gutenberg, que então se encontrava a receber encomendas para a Bíblia que estava a imprimir, como se conclui pelo resto da carta. Estes são os raros testemunhos contemporâneos dos primeiros anos de impressão, dado que os livros nada dizem acerca do modo como são produzidos – nem data, nem local, nem oficina.

Aceita-se que Gutenberg apresentava como mostruário as folhas que hoje conhecemos impressas com apenas 40 linhas daquela que é comumente denominada a Bíblia de 42 linhas.  

O livro impresso começava uma aventura que não mais terminaria e que perdura até aos dias de hoje. Foi sem dúvida o grande invento que ajudou a mudar a humanidade. Embora já se lhe tenha chamado o último invento medievo, julgo que será mais certeiro dizer que é o primeiro invento da modernidade, pois ele mesmo se transforma e dá corpo a essa nova era.