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Frankenstein: 200 anos

DESTAQUE | 9 jan. - 8 fev. '18 | Sala de referência | Entrada Livre
COLÓQUIO | 27 set. ’18 | Auditório | Entrada livre

O romance Frankenstein or The modern Prometheus, da romancista britânica Mary Shelley (1797-1851), mulher de Percy Shelley, e filha de William Godwin e da proto-feminista Mary Wollstonecraft, ficciona a história de um jovem cientista, Victor Frankenstein, que através de uma experiência científica que coloca questões éticas e morais cria um dos monstros mais conhecidos da história da literatura. Encontrado no Polo Norte pelo capitão Robert Walton, comandante de uma expedição ártica, narra-lhe a sua história de vida.

A primeira edição do romance – que partilha características com os romances epistolar e gótico – é publicada, anonimamente, na cidade de Londres, a 1 de janeiro de 1818, sendo, desde logo, um best-seller.

Em 2018, assinalam-se os 200 anos dessa efeméride.

O nome da autora apenas apareceria na segunda edição da obra, publicada em 1823, após o sucesso da peça de teatro Presumption or the Fate of Frankenstein (1823) de Richard Brinsley Peake (1792-1847), baseada no romance, e a que Mary e o seu pai assistiram. Peake é, aliás, o autor da famosa expressão «It lives!», e não Shelley. A edição popular da obra num só volume sairia em 1831, revista pela autora para ser menos «radical».

O monstro é referido no romance através de adjetivos e substantivos fortemente conotativos, tais como: «criatura», «monstro», «demónio» e «aberração», «Adão», «anjo caído», «vil inseto», e é, em todo o mundo, erradamente também chamado Frankenstein.

Esta personagem literária tem conhecido inúmeras adaptações ao cinema, ao teatro e à televisão, ou seja, tem sido alvo dos mais variados exercícios de tradução intersemiótica, assumindo-se como uma imagem-símbolo que reconhecemos imediatamente e associamos às temáticas da obsessão, da busca, da criação, do desafio, da perda, da transgressão, da morte, da rejeição, do desejo, da vingança e da negação (do amor).

A obra remete ainda para diversas questões científicas e filosóficas, tendo como possíveis fontes (e intertextos) a poesia de Wordsworth, Coleridge, Byron, Keats e Shelley, e obras como a Bíblia (Génesis), Prometeu agrilhoado, de Ésquilo, Metamorfoses (Pigmalião), de Ovídeo, The tempest, A midsummer night’s dream e King Lear, de Shakespeare, Paradise lost, de John Milton, The rime of the ancient mariner, de Coleridge, Fausto, de Goethe, Elements of chemical philosophy, de Humphry Davy, History of electricity, de Joseph Priestley, A discourse introductory to a course of lectures on chemistry, de Sir Humphrey Davy, e Le miroir des événemens actuels ou la Belle au plus offrant, de François-Félix Nogaret, entre outras.

O famoso enredo do romance tem lugar no século XVIII e nasce de um desafio lançado por Lord Byron a Mary, a Percy e ao escritor John Polidori, na Suíça, no verão de 1816, para ver qual dos quatro escreveria a melhor história de terror, tendo Mary Shelley recorrido a elementos temáticos da ficção a que mais tarde chamaríamos científica. A história que esteve para dar forma a um conto acabaria, após o encorajamento de Percy Shelley, por se tornar num dos mais famosos romances da literatura em língua inglesa, cujo lançamento, há 200 anos, o CETAPS (Centre for English, Translation and Anglo-Portuguese Studies) e a Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) assinalam em 2018, através de uma mostra bibliográfica e de um colóquio que decorrerá a 27 de setembro.

A organização da mostra e do colóquio estará a cargo de Rogério Miguel Puga (CETAPS, NOVA-FCSH).