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Serões de Camilo

RECITAL | 23 jan. '18 | 18h00 | Auditório | Entrada livre


Sara Braga Simões, soprano
Rui Martins, piano

 

Reviver os serões de Camilo: os livros que leu, a música que ouviu.
É esta a proposta deste recital. Na primeira parte, viajaremos por entre textos de alguns dos autores que mais o influenciaram, como Almeida Garrett, Lamartine, Victor Hugo, Byron... Leituras de muitos serões e ponto de partida para outras tantas conversas no café Guichard. Gounod, Bizet, Liszt, Lopes-Graça, Fauré e Hahn serão os guias desta viagem.

Depois, seremos convidados a escutar árias de ópera de Verdi, Bellini e Rossini que Camilo ouviu repetidas vezes no Real Teatro de São João - de que era assíduo frequentador - e a reviver episódios caricatos como a disputa entre cartistas e setembristas no que toca a «primas donnas»...


Programa


I
Lopes-Graça: Barca Bela (Almeida Garrett)
Bizet: Chant d'amour (Alphonse de Lamartine)
Charles Gounod: Maid of Athens (Byron)
Gabriel Fauré: Le papillon et la fleur (Victor Hugo)
Franz Liszt: O quand je dors (Victor Hugo)
Reynaldo Hahn: Si mes vers avaient des ailles (Victor Hugo)

Intervalo

II
Verdi: Caro nome (Rigoletto)
Rossini: Una voce poco fa (O Barbeiro de Sevilha)
Bellini: Ah, non credea mirarti... ah non giunge uman pensiero (La sonnambula)
Bellini: Qui la voce sua soave... Vien diletto (I Puritani)

 

 

 

Sara Braga Simões venceu vários prémios nacionais e internacionais. É convidada regular das temporadas do Teatro Nacional de São Carlos e nos principais teatros, salas de concerto e festivais de música portugueses. Tem-se apresentado, também, em Espanha, França, Inglaterra, Eslovénia, Andorra e Moçambique.
Em ópera, interpretou dezenas de papéis principais dos quais se destacam Pamina (A Flauta Mágica), The Governess (The Turn of the Screw, Britten), Gretel (Hänsel und Gretel, Humperdinck), Susanna (Le Nozze di Fígaro), Rita (Donizetti), Mabel (The Pirates of Penzance de Sullivan) Zerlina (Don Giovanni), Despina (Così fan Tutte), entre outros.
O seu repertório concertístico abarca obras de compositores como Händel, Vivaldi, Ravel, Berio, George Crumb, George Benjamin, incluindo  as obras Messiah de Händel (com a orquestra Metropolitana), Ein Deutsches Requiem de Brahms e Gloria de Poulenc (ambos para o Teatro Nacional de São Carlos) e Des Knaben Wunderhorn de Mahler (para a Casa da Música), entre outras.
Apresentou-se com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Sinfónica do Porto Casa da Música, London Sinfonietta, Orquestra Metropolitana, Remix-Ensemble, Músicos do Tejo, Ensemble Darcos, Orquestra do Norte, Orquestra de Câmara Portuguesa, Orquestra Clássica do Sul, Orquestra de Câmara de Vigo, Orquestra Filarmonia das Beiras, entre outros agrupamentos.
Foi dirigida por maestros como: Lawrence Renes, Martin André, Stefan Asbury, Peter Rundell, Johannes Willig, Laurence Cummings, Marcos Magalhães, Pedro Neves. Ferreira Lobo, Cesário Costa, João Paulo Santos, António Saiote, Marc Tardue, Osvaldo Ferreira, Pierre-Andre Valade, entre outros.
Ao longo do seu percurso académico, Sara Braga Simões teve como mestres Manuela Bigail, Rui Taveira e Peter Harrison. Continuou os seus estudos em Londres com Susan McCulloch. Actualmente, recebe orientação regular de Elisabete Matos.

 

Rui Martins licenciou-se em Piano, na Escola Superior de Música do Porto. Durante o seu percurso académico estudou com Madalena Soveral e José Alexandre Reis. No âmbito da Música de Camara trabalhou ainda com Jaime Mota e Jeff Cohen.
Frequentou vários cursos de interpretação, aperfeiçoamento e técnica pianística com os professores Helena Sá e Costa, Joel Bello Soares, Vitalij Margulis, Tânia Achot e Miguel Henriques e em Música de Câmara com Malcom Martineu, Eugene Asti e Lada Valesova.
Obteve o segundo lugar no Concurso Internacional Maria Campina, edição de 1992.
Paralelamente à carreira de professor de piano e pianista acompanhador, apresenta-se regularmente em concertos como solista ou em formações de Câmara, actuando em diversas cidades de Portugal e estrangeiro: Festival de Saint Malo – França, Festival Serralves em Festa da Fundação de Serralves, Casa da Música - Porto, Teatro Gil Vicente, Teatro Eunice Muñoz, Europarque, Casa das Artes do Porto, Casa das Artes  - Famalicão, entre outros. Numa digressão ao Brasil apresentou-se em vários recitais a solo e de música de câmara nas principais cidades brasileiras.
Fez a estreia absoluta de Poemário Erótico, ericsatírico e burlesco de Eurico Carrapatoso, Os Frutos dos Anjos de Nuno Corte Real e Clépsidra de Ivan Moody na Casa da Música.
Foi solista, com a Orquestra Artave e com a Orquestra do Norte sob direcção do Maestro António Soares, Armando Vidal e Emílio de César.
Entre 2001 e 2006 foi pianista acompanhador do Estúdio de Ópera da Casa da Música do Porto
Actualmente, é Pianista Acompanhador no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian e do Conservatório Bonfim, em Braga.