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2.ª - 6.ª 09h30 - 19h30

sáb.  09h30 - 17h30

 

Horário de verão 2017
19 jul. - 18 set.
2.ª - 6.ª 09h30 - 17h30
sáb.  Encerrado

 

 

Folha de sala

 

Congresso Internacional

Os Carmelitas no Mundo Luso-Hispânico

Programa

 

 

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Os Carmelitas no mundo português

EXPOSIÇÃO / COLÓQUIO | 19 jul. '17 | 18h00 | Sala de exposições | Entrada livre / até 18 nov. '17

É no Monte Carmelo, no final do século XII, quando a monarquia portuguesa acabava de se afirmar e a III Cruzada (1189-1192) levava à Terra Santa os três principais monarcas da Cristandade, que se consolida, sob a inspiração de Santo Elias, a Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, comummente conhecida por Ordem do Carmo ou Ordem dos Carmelitas.

 

Constrangidos pela insegurança crescente, os Carmelitas são obrigados a refugiar-se nas suas regiões de origem no Ocidente, na terceira década do século XIII. O êxodo leva a uma adaptação profunda da sua vivência. Os outrora eremitas adaptam-se ao modelo nascente das ordens mendicantes, enraizando-se agora no centro das cidades e conjugando a vida apostólica com a vida contemplativa. Não é segura a data em que o Carmo se fixa em Moura, que a tradição portuguesa aponta como o primeiro convento na Península Ibérica, em 1251, formado com carmelitas vindos da Terra Santa.


Aqui permanecerão até que o Condestável Nuno Álvares Pereira faça erguer o convento debruçado sobre o Rossio de Lisboa. Em 1423 é ereta a Província Portuguesa do Carmo e reúne-se o primeiro capítulo provincial. As casas não cessarão de se multiplicar: Colares (1450); Vidigueira (1495); Beja (1526); Évora (1531); Coimbra (1536)... Em 1541, Beja vê florescer o primeiro convento feminino e em 1547, em Trento, o carmelita D. Fr. Baltazar Limpo, então ainda bispo do Porto, doa à Ordem o Colégio que instituíra em Coimbra, doravante centro nevrálgico dos estudos da Ordem.

 

Quando os ventos de reforma sopram sobre as ordens religiosas no século XVI, os Carmelitas cindem-se em duas ordens. As personalidades marcantes de Teresa de Jesus e João da Cruz serão os protagonistas de reforma que separa doravante os Carmelitas Descalços dos da Antiga Observância.


Sob a proteção de Filipe I, que neles vislumbra o potencial missionário, os Carmelitas Descalços chegam a Portugal. Instalados inicialmente em Lisboa, onde fundaram em 1581 o Convento São Filipe, espalham-se rapidamente, fundando casas da Reforma: 23 masculinas e 10 femininas.


Com o final do séc. XVI inicia-se também o ciclo missionário, quer da Antiga Observância quer dos Descalços. Mesmo tendo seguido também o itinerário do Congo e do Oriente, foi o Brasil a sua região de eleição. Aqui funda a Antiga Observância, ainda antes da criação do Vicariato do Brasil, em 1595, os conventos de Olinda (1583), de São Salvador da Baía (1586), de Santos (1589), do Rio de Janeiro (1590), de Angra dos Reis (1593) e de São Paulo (1594).


Os Carmelitas não se expandiam só pelos novos mundos. Em terras lusas, começaram a aparecer com crescente importância as Ordens Terceiras ou Confrarias do Carmo.


Em 1781, D. Maria I ainda instala as religiosas do Carmo Novo junto à sua Basílica do Santíssimo Coração de Jesus, à Estrela. Mas as ordens carmelitas não serão salvaguardadas aos ventos dos tempos. O josefismo e o ciclo das revoluções geram a era das extinções, que em Portugal se afirma pelo decreto de maio de 1834.


Após a Primeira Guerra Mundial, as duas Ordens iniciam o percurso da sua restauração em Portugal. Já no segundo milénio, a Antiga Observância vê subir aos altares a figura de S. Nuno de Santa Maria e os Descalços aguardam a beatificação de Lúcia, que passou as portas do Carmelo em 1948.


Esta exposição apresenta os itinerários de sete séculos do Carmo pelo mundo português, contextualizados na história das duas Ordens em que canonicamente se materializou, relembrando o seu carisma, os seus percursos institucionais, as suas edificações, as suas figuras relevantes, os seus cronistas, os seus escritores. Em paralelo, ocorrerá o Congresso Internacional Os Carmelitas no Mundo Luso-Hispânico que se realizará na Sociedade de Geografia de Lisboa, de 19 a 22 de julho de 2017.

 

Comissários:

Fernando Larcher, José João Loureiro, Madalena Oudinot Larcher e Fr. Renato Pereira, O.C.D.