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sáb.  09h30 - 17h30

 

 

Folha de sala

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Apoio: 


Bibliotecas móveis do Corpo Expedicionário Português

MOSTRA | 15 fev. – 29 abr '17 | Sala de Referência | Entrada Livre

Com esta mostra pretende-se dar a conhecer, através de uma pequena seleção de livros, o acervo das bibliotecas móveis destinadas ao Corpo Expedicionário Português (CEP) – a principal força militar que Portugal enviou para França durante a Primeira Guerra Mundial – e que foram organizadas pelo serviço das Bibliotecas Populares e Móveis, dirigido por Luz de Almeida (1867-1939).


O acervo das bibliotecas móveis – cujo livro de registo se encontra no Arquivo Nacional da Torre do Tombo – era constituído por 2887 livros, registados entre 11 de outubro (o primeiro: Robur, o conquistador, de Júlio Verne) e 21 de dezembro de 1917 (o último: A segunda duquesa, de Luciano Cordeiro).


Todos os exemplares expostos (com exceção do n.º 1 da lista) pertenceram à biblioteca do CEP e possuem o carimbo e o número manuscrito correspondente ao registo do livro na folha de rosto. Expõem-se também alguns livros de memórias de militares que serviram no CEP, como os do general Costa Gomes, comandante da 1.ª Brigada, de Jaime Cortesão, de Augusto Casimiro ou de André Brun, que deixaram obra nas letras portuguesas.


Sublinhe-se que antes de o Estado decidir constituir bibliotecas móveis destinadas ao Corpo Expedicionário Português já muitas outras instituições e associações cívicas haviam começado a recolher livros para a fruição dos soldados portugueses em França.


Em abril de 1917, a Universidade Livre anuncia a publicação de um boletim patriótico, que contava com a colaboração de diversos escritores, para os soldados lerem no front, e pouco depois organiza bibliotecas móveis – Biblioteca para o Soldado –, enviadas para a frente, especialmente para hospitais, «a fim de com a sua leitura amenizar possivelmente os períodos de doença ou convalescença e a permanência na trincheira dos legionários portugueses» (1 jul. 1917).


Por sua vez, em maio de 1917, O Século faz um apelo para que, à semelhança do que acontece em Inglaterra, a população envie jornais para os soldados que se encontram na frente francesa, bastando para tal, depois de lidos, cintá-los e expedi-los. Apela ainda a que o Governo mande colocar caixas pela cidade, à semelhança do que acontece em Londres, onde os mesmos sejam depositados. Este matutino envia diariamente para a frente 150 jornais. Outras empresas jornalísticas, como A Ordem, seguirão este exemplo.


Diversas organizações como a Cruzada das Mulheres Portuguesas, as Madrinhas de Guerra, a Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha e a Cruz Verde, organizam a recolha de livros e jornais e o seu envio para os soldados. E os capelães, com destaque para os padres José Ferreira de Lacerda e Avelino de Figueiredo, fundam as Casas de Leitura para os soldados na frente.


Complementarmente a esta mostra, um catálogo – que se encontra já em preparação –  conterá a descrição de todos os livros das bibliotecas móveis do CEP que foi possível localizar, precedida de uma apreciação sobre as tipologias de obras que as integram – literatura portuguesa e estrangeira (nas suas variantes de romance, poesia, teatro, romance histórico, romance de aventuras, etc.); história; manuais; livros educativos; etc. –, fazendo-se também referência aos editores e às coleções.