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Ciclo de Conferências


Tópicos Pessoanos

Odes de Álvaro de Campos: a natureza melancólica do poeta na paixão pela vida, por Filipa Freitas

CONFERÊNCIA | 28 maio '15 | 18h30 | Auditório BNP | Entrada livre

Sétima de uma série de conferências sobre Tópicos Pessoanos organizadas no âmbito do projecto de investigação Estranhar Pessoa que abrem um espaço de divulgação e debate de novas ideias em torno da obra do Poeta. Comentário por Pablo Javier Pérez López.


Álvaro de Campos, um dos heterónimos mais conhecidos de Fernando Pessoa, é o cantor da vida, do excesso, do êxtase, mas também do cansaço, da angústia e do tédio, revelando um ponto de vista que assinala as várias disposições do homem. As suas odes, onde está presente o fervor pela existência, a fúria de pertencer ao mundo, de sentir a vida nas suas diversas vertentes, oferecem um Campos extasiado, sôfrego de vida, apologista do sensacionismo mais pleno. Todavia, o mundo às avessas de Campos não está isento de traços de melancolia que ocasionalmente surgem, contrapondo ao Campos libertador um Campos entristecido por uma existência sem sentido. A melancolia é uma disposição que estrutura a percepção do mundo e que assenta, simultaneamente, num enorme encanto pela vida e numa constante negação dela. Partindo desta concepção, propõe-se analisar em que medida a intensa paixão pela vida revelada por Campos pode ter a sua raiz num carácter profundamente melancólico do poeta.


Filipa Freitas é licenciada em Estudos Portugueses e Lusófonos, mestre em Estudos Portugueses com a dissertação «Análise comparativa de quatro testemunhos d' Os Estrangeiros de Francisco Sá de Miranda» e mestre em Filosofia com a dissertação «Barão de Teive: Emoção e Lucidez n' A Educação do Estóico» pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (FCSH-UNL); actualmente é doutoranda em Filosofia (FCSH-UNL), com o tema “Universalite ou a doença do poeta: o ponto de vista de Álvaro de Campos e a concepção de poeta em Soren Kierkegaard”, financiada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Foi bolseira de investigação em projectos do Centro de Estudos de Teatro e do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras de Lisboa. Colabora no projecto Estranhar Pessoa – um escrutínio das pretensões heteronímicas. Tem participado em colóquios e publicações sobre a temática pessoana, de que se destaca a colaboração na Obra completa de Álvaro de Campos (2014, Tinta-da-China).